{"id":236,"date":"2024-01-10T18:50:15","date_gmt":"2024-01-10T21:50:15","guid":{"rendered":"https:\/\/amartdah.org\/?p=236"},"modified":"2024-01-10T19:11:21","modified_gmt":"2024-01-10T22:11:21","slug":"o-que-e-tdah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amartdah.org\/index.php\/2024\/01\/10\/o-que-e-tdah\/","title":{"rendered":"O QUE \u00c9 TDAH"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 o TDAH?<\/strong><br>O Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) \u00e9 um transtorno neurobiol\u00f3gico, de causas gen\u00e9ticas, que aparece na inf\u00e2ncia e freq\u00fcentemente acompanha o indiv\u00edduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, inquietude e impulsividade. Ele \u00e9 chamado \u00e0s vezes de DDA (Dist\u00farbio do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o). Em ingl\u00eas, tamb\u00e9m \u00e9 chamado de ADD, ADHD ou de AD\/HD.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Existe mesmo o TDAH?<\/strong><br>Ele \u00e9 reconhecido oficialmente por v\u00e1rios pa\u00edses e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Em alguns pa\u00edses, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH s\u00e3o protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o existe controv\u00e9rsia sobre a exist\u00eancia do TDAH?<\/strong><br>N\u00e3o, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados m\u00e9dicos e psic\u00f3logos de todo o mundo a este respeito. Consenso \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica realizada ap\u00f3s extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que n\u00e3o pertencem a um mesmo grupo ou institui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o compartilham necessariamente as mesmas id\u00e9ias sobre todos os aspectos de um transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que algumas pessoas insistem que o TDAH n\u00e3o existe?<\/strong><br>Pelas mais variadas raz\u00f5es, desde inoc\u00eancia e falta de forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica at\u00e9 mesmo m\u00e1-f\u00e9. Alguns chegam a afirmar que \u201co TDAH n\u00e3o existe\u201d, \u00e9 uma \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d m\u00e9dica ou da ind\u00fastria farmac\u00eautica, para terem lucros com o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e n\u00e3o fazem parte de nenhum grupo cient\u00edfico. Quando questionados, falam em \u201cexperi\u00eancia pessoal\u201d ou ent\u00e3o relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou t\u00eam s\u00edtios na Internet, mas nunca apresentaram seus \u201cresultados\u201d em congressos ou publicaram em revistas cient\u00edficas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.<\/p>\n\n\n\n<p>Os segundos s\u00e3o aqueles que pretendem \u201cvender\u201d alguma forma de tratamento diferente daquilo que \u00e9 atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseq\u00fc\u00eancias terr\u00edveis. Quando a literatura cient\u00edfica \u00e9 pesquisada, nada daquilo que eles afirmam \u00e9 encontrado em qualquer pesquisa em qualquer pa\u00eds do mundo. Esta \u00e9 a principal caracter\u00edstica destes indiv\u00edduos: apesar de terem uma \u201capar\u00eancia\u201d de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja um texto a este respeito e a resposta dos Professores Luis Rohde e Paulo Mattos:<\/p>\n\n\n\n<p>Why I Believe that Attention Deficit Disorder is a Myth<\/p>\n\n\n\n<p>Porque desinforma\u00e7\u00e3o, falta de racioc\u00ednio cient\u00edfico e ingenuidade constituem uma mistura perigosa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O TDAH \u00e9 comum?<\/strong><br>Ele \u00e9 o transtorno mais comum em crian\u00e7as e adolescentes encaminhados para servi\u00e7os especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crian\u00e7as, em v\u00e1rias regi\u00f5es diferentes do mundo em que j\u00e1 foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indiv\u00edduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o os sintomas de TDAH?<\/strong><br>O TDAH se caracteriza por uma combina\u00e7\u00e3o de dois tipos de sintomas:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1) Desaten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2) Hiperatividade-impulsividade<\/strong><br>O TDAH na inf\u00e2ncia em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crian\u00e7as, pais e professores. As crian\u00e7as s\u00e3o tidas como \u201cavoadas\u201d, \u201cvivendo no mundo da lua\u201d e geralmente \u201cestabanadas\u201d e com \u201cbicho carpinteiro\u201d ou \u201cligados por um motor\u201d (isto \u00e9, n\u00e3o param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos s\u00e3o desatentos. Crian\u00e7as e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.<\/p>\n\n\n\n<p>Em adultos, ocorrem problemas de desaten\u00e7\u00e3o para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a mem\u00f3ria (s\u00e3o muito esquecidos). S\u00e3o inquietos (parece que s\u00f3 relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e tamb\u00e9m s\u00e3o impulsivos (\u201ccolocam os carros na frente dos bois\u201d). Eles t\u00eam dificuldade em avaliar seu pr\u00f3prio comportamento e quanto isto afeta os demais \u00e0 sua volta. S\u00e3o freq\u00fcentemente considerados \u201cego\u00edstas\u201d. Eles t\u00eam uma grande freq\u00fc\u00eancia de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e \u00e1lcool, ansiedade e depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o as causas do TDAH?<\/strong><br>J\u00e1 existem in\u00fameros estudos em todo o mundo \u2013 inclusive no Brasil \u2013 demonstrando que a preval\u00eancia do TDAH \u00e9 semelhante em diferentes regi\u00f5es, o que indica que o transtorno n\u00e3o \u00e9 secund\u00e1rio a fatores culturais (as pr\u00e1ticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos cient\u00edficos mostram que portadores de TDAH t\u00eam altera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o frontal e as suas conex\u00f5es com o resto do c\u00e9rebro. A regi\u00e3o frontal orbital \u00e9 uma das mais desenvolvidas no ser humano em compara\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies animais e \u00e9 respons\u00e1vel pela inibi\u00e7\u00e3o do comportamento (isto \u00e9, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, autocontrole, organiza\u00e7\u00e3o e planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O que parece estar alterado nesta regi\u00e3o cerebral \u00e9 o funcionamento de um sistema de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informa\u00e7\u00e3o entre as c\u00e9lulas nervosas (neur\u00f4nios).<br>Existem causas que foram investigadas para estas altera\u00e7\u00f5es nos neurotransmissores da regi\u00e3o frontal e suas conex\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A) Hereditariedade:<\/strong><br>Os genes parecem ser respons\u00e1veis n\u00e3o pelo transtorno em si, mas por uma predisposi\u00e7\u00e3o ao TDAH. A participa\u00e7\u00e3o de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observa\u00e7\u00f5es de que nas fam\u00edlias de portadores de TDAH a presen\u00e7a de parentes tamb\u00e9m afetados com TDAH era mais freq\u00fcente do que nas fam\u00edlias que n\u00e3o tinham crian\u00e7as com TDAH. A preval\u00eancia da doen\u00e7a entre os parentes das crian\u00e7as afetadas \u00e9 cerca de 2 a 10 vezes mais do que na popula\u00e7\u00e3o em geral (isto \u00e9 chamado de recorr\u00eancia familial).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorr\u00eancia dentro da fam\u00edlia pode ser devido a influ\u00eancias ambientais, como se a crian\u00e7a aprendesse a se comportar de um modo \u201cdesatento\u201d ou \u201chiperativo\u201d simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, ent\u00e3o, comprovar que a recorr\u00eancia familial era de fato devida a uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, e n\u00e3o somente ao ambiente. Outros tipos de estudos gen\u00e9ticos foram fundamentais para se ter certeza da participa\u00e7\u00e3o de genes: os estudos com g\u00eameos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biol\u00f3gicos e pais adotivos de crian\u00e7as afetadas, verificando se h\u00e1 diferen\u00e7a na presen\u00e7a do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biol\u00f3gicos t\u00eam 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos com g\u00eameos comparam g\u00eameos univitelinos e g\u00eameos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presen\u00e7a ou n\u00e3o, tipo, gravidade etc\u2026). Sabendo-se que os g\u00eameos univitelinos t\u00eam 100% de semelhan\u00e7a gen\u00e9tica, ao contr\u00e1rio dos fraternos (50% de semelhan\u00e7a gen\u00e9tica), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de componentes gen\u00e9ticos (os pais s\u00e3o iguais, o ambiente \u00e9 o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas caracter\u00edsticas, maior \u00e9 a influ\u00eancia gen\u00e9tica para a doen\u00e7a. Realmente, os estudos de g\u00eameos com TDAH mostraram que os univitelinos s\u00e3o muito mais parecidos (tamb\u00e9m se diz \u201cconcordantes\u201d) do que os fraternos, chegando a ter 70% de concord\u00e2ncia, o que evidencia uma importante participa\u00e7\u00e3o de genes na origem do TDAH.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos dados destes estudos, o pr\u00f3ximo passo na pesquisa gen\u00e9tica do TDAH foi come\u00e7ar a procurar que genes poderiam ser estes. \u00c9 importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, mas sim em predisposi\u00e7\u00e3o ou influ\u00eancia gen\u00e9tica. O que acontece nestes transtornos \u00e9 que a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica envolve v\u00e1rios genes, e n\u00e3o um \u00fanico gene (como \u00e9 a regra para v\u00e1rias de nossas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, tamb\u00e9m). Provavelmente n\u00e3o existe, ou n\u00e3o se acredita que exista, um \u00fanico \u201cgene do TDAH\u201d. Al\u00e9m disto, genes podem ter diferentes n\u00edveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influ\u00eancias ambientais. Tamb\u00e9m existe maior incid\u00eancia de depress\u00e3o, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Man\u00edaco-Depressiva) e abuso de \u00e1lcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>B) Subst\u00e2ncias ingeridas na gravidez:<\/strong><br>Tem-se observado que a nicotina e o \u00e1lcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar altera\u00e7\u00f5es em algumas partes do c\u00e9rebro do beb\u00ea, incluindo-se a\u00ed a regi\u00e3o frontal orbital. Pesquisas indicam que m\u00e3es alcoolistas t\u00eam mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desaten\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associa\u00e7\u00e3o entre estes fatores, mas n\u00e3o mostram uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C) Sofrimento fetal:<\/strong><br>Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A rela\u00e7\u00e3o de causa n\u00e3o \u00e9 clara. Talvez m\u00e3es com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga gen\u00e9tica que ela pr\u00f3pria tem (e que passa ao filho) \u00e9 que estaria influenciando a maior presen\u00e7a de problemas no parto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D) Exposi\u00e7\u00e3o a chumbo:<\/strong><br>Crian\u00e7as pequenas que sofreram intoxica\u00e7\u00e3o por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa crian\u00e7a com TDAH, j\u00e1 que isto \u00e9 raro e pode ser facilmente identificado pela hist\u00f3ria cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E) Problemas Familiares:<\/strong><br>Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de disc\u00f3rdia conjugal, baixa instru\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, fam\u00edlias com apenas um dos pais, funcionamento familiar ca\u00f3tico e fam\u00edlias com n\u00edvel socioecon\u00f4mico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crian\u00e7as. Estudos recentes t\u00eam refutado esta id\u00e9ia. As dificuldades familiares podem ser mais conseq\u00fc\u00eancia do que causa do TDAH (na crian\u00e7a e mesmo nos pais).<\/p>\n\n\n\n<p>Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas n\u00e3o caus\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>F) Outras Causas<\/strong><br>Outros fatores j\u00e1 foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH:<br>1. corante amarelo<br>2. aspartame<br>3. luz artificial<br>4. defici\u00eancia hormonal (principalmente da tire\u00f3ide)<br>5. defici\u00eancias vitam\u00ednicas na dieta.<br>Todas estas poss\u00edveis causas foram investigadas cientificamente e foram desacreditadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 o TDAH?O Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) \u00e9 um transtorno neurobiol\u00f3gico, de causas gen\u00e9ticas, que aparece na inf\u00e2ncia e freq\u00fcentemente acompanha o indiv\u00edduo por toda a sua vida. 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